Custo-utilidade da utilização de teste farmacogenético como guia para o tratamento de depressão sob a perspectiva do Sistema de Saúde Suplementar
DOI:
https://doi.org/10.21115/JBES.v15.n3.p178-189Palavras-chave:
depressão, testes farmacogenômicos, custo-efetividade, cadeias de Markov, custo-utilidadeResumo
Objetivo: Desenvolver uma análise de custo-utilidade da implementação do teste farmacogenético como uma ferramenta adicional para orientar a escolha do melhor tratamento medicamentoso para indivíduos com depressão. Métodos: Para a realização desta análise, criou-se um modelo analítico de decisão baseado em um modelo de Markov. A avaliação foi realizada sob a perspectiva do Sistema de Saúde Suplementar brasileiro, com horizonte temporal de 10 anos, incluindo custos médicos diretos e custos da tecnologia utilizada, além de ter como comparador o tratamento empírico tradicional para a depressão. As probabilidades de transição foram obtidas por meio de análise da literatura disponível. Também foram realizadas análises de sensibilidade probabilística e univariada. Adicionalmente, foi realizada uma avaliação sob a perspectiva da sociedade, incluindo os custos
de tratamento medicamentoso realizados pelos pacientes. Resultados: De acordo com a análise realizada, o emprego do teste farmacogenético como guia do tratamento para depressão mostrou-se favorável, proporcionando economia de -R$ 3.439,97 por paciente e aumento de 0,39 QALY ao longo do horizonte temporal. Assim, evidencia-se uma economia significativa a favor do teste
farmacogenético, correspondendo a -R$ 8.776,78 por QALY salvo. Além disso, a robustez do modelo foi comprovada por meio das análises de sensibilidade. No cenário sob perspectiva da sociedade, o resultado foi ainda mais favorável, proporcionando economia de -R$ 9.381,49 por paciente e aumento de 0,39 QALY, correspondendo a -R$ 23.936,05 por QALY salvo. Conclusão: Os resultados
encontrados neste estudo demonstraram que o uso de testes farmacogenéticos no tratamento da depressão é economicamente vantajoso, com aumento no valor de QALY e redução nos custos médicos diretos, em comparação ao tratamento empírico tradicional. Essa descoberta alinha-se à tendência atual de personalização no cuidado da saúde mental, sugerindo implicações práticas na reavaliação de protocolos, com potencial incorporação dos testes farmacogenéticos como padrão
de cuidado.
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