Estimativa do impacto econômico das fraturas osteoporóticas de quadril em homens com deficiência de testosterona relacionada ao envelhecimento no sistema suplementar de saúde brasileiro.
Palavras-chave:
déficit de androgênio, osteoporose, fraturas de quadril, custosResumo
O déficit de androgênio relacionado ao envelhecimento (DAEM) está associado à perda de massa muscular e óssea, sendo fator de risco para osteoporose e fraturas. O objetivo do estudo foi realizar uma modelagem para estimar o número de fraturas osteoporóticas de quadril e custos associados em uma coorte hipotética de homens brasileiros acima de 65 anos com deficiência de testosterona na perspectiva do sistema suplementar de saúde brasileiro. Foi realizada uma extrapolação para a população brasileira a partir de dados epidemiológicos obtidos na literatura científica sobre prevalência de DAEM, osteoporose e fraturas de quadril. Os custos associados ao tratamento hospitalar da fratura de quadril foram obtidos de estudo nacional. Estimou-se um número de 69.895 casos de DAEM e cerca de 27.130 novos casos por ano, podendo acarretar 1.710 novos casos de osteoporose com um aumento relativo de 105% na incidência de fratura entre homens com e sem deficiência de testosterona. Essas fraturas resultariam em um custo incremental de R$ 318.002 para as operadoras de planos de saúde no período de 1 ano e R$ 910.429,30 em 3 anos. Os resultados dessa análise sugerem que na população adulta masculina acima de 65 anos, o DAEM pode estar associado com um importante aumento nos novos casos de osteoporose e fraturas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado dessa condição poderá ter um impacto favorável na prevenção dessas fraturas e minimização dos custos diretos e indiretos.
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