Análise de custo-efetividade do acetato de abiraterona associado à prednisona pós-terapia de privação androgênica, seguido de enzalutamida pós-quimioterapia versus a sequência oposta para o tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático r
DOI:
https://doi.org/10.21115/JBES.v9.n1.p83-92Palavras-chave:
análise de custo-efetividade, neoplasias da próstata, acetato de abirateronaResumo
Objetivo: O acetato de abiraterona e a enzalutamida são utilizados no tratamento de câncer de próstata metastático pós-terapia de privação androgênica, em pacientes resistentes à castração. O objetivo deste estudo foi comparar o custo-efetividade de abiraterona mais prednisona pós-terapia de privação androgênica, seguidos de docetaxel e enzalutamida pós-quimioterapia com a sequência oposta de tratamento no Sistema de Saúde Suplementar brasileiro. Métodos: Um modelo de Markov foi desenvolvido para comparar o custo-efetividade das duas sequências em um tempo horizonte lifetime. Os parâmetros de eficácia e probabilidades de transição foram derivados de estudos clínicos. Foram considerados os custos diretos dos medicamentos, administração, monitoramento e eventos adversos. A medida de efetividade foram anos de vida ganhos, estimados pela extrapolação de dados dos estudos clínicos. Os resultados foram apresentados em custos e anos de vida ganho a cada sequência. Resultados: O estado pós-terapia de privação androgênica representou a maior parte dos custos de tratamento, e os eventos adversos tiveram pequeno impacto nos custos totais. O uso de abiraterona nesse estado reduziu 7,3% dos custos. A sequência abiraterona mais prednisona pós-terapia de privação androgênica, seguida de enzalutamida pós-quimioterapia, foi dominante em relação à oposta; apresentou menor custo (R$ 262.801 versus R$ 274.165) e efetividade levemente maior, com estimados 3,367 anos de vida ganhos versus 3,282. Conclusão: O uso da abiraterona mais prednisona pós-terapia de privação androgênica e enzalutamida pós-quimioterapia demonstrou-se dominante em relação à sequência oposta no tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático resistentes à castração, no Sistema de Saúde Suplementar brasileiro.
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