Análise da produtividade da política de fusão de unidades hospitalares em Portugal integradas no Serviço Nacional de Saúde
DOI:
https://doi.org/10.21115/JBES.v9.n1.p93-9Palavras-chave:
eficiência, produtividade, custos e análise de custo, produção, fusão de hospitaisResumo
Objetivo: Avaliar a variação da produtividade dos hospitais sujeitos a uma política de fusão entre os anos 2005 e 2013. Métodos: Para a medição da produtividade recorreu-se ao índice de Malmquist, que considera em simultâneo a variação da eficiência e a variação da tecnologia (fronteira ou melhores práticas). A população-alvo foram os Centros Hospitalares criados entre 2003 e 2010. Os dados de custos e da produção realizada foram obtidos através da revisão crítica da literatura (relatórios de gestão do Ministério da Saúde). Foram comparados os Centros Hospitalares criados antes e depois da fusão com os hospitais que não foram submetidos a este processo. Resultados: 60% dos hospitais não apresentaram melhoria de produtividade com a reforma em estudo. A produtividade média antes da fusão era de 1,004 e após fusão desceu para 0,977. Os hospitais não sujeitos a processo de fusão apresentaram melhores resultados com produtividade média de 0,994. Conclusões: A política de fusão de unidades de saúde não gerou ganhos de produtividade no médio prazo e os resultados em média demonstraram-se menos positivos no período pós fusão.
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