Impacto orçamentário da introdução da vacina HPV no SUS: uma ferramenta para formuladores de políticas
Palavras-chave:
HPV, impacto orçamentário, Sistema Único de SaúdeResumo
Objetivo: Estimar o impacto orçamentário da introdução da vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde. Métodos: Para a estimação do impacto orçamentário foi delineado um cenário baseado em evidências científicas, considerando a cobertura previamente esperada da vacina e respeitando treze hipóteses fundamentais. Foram criados diferentes subgrupos de análise de acordo com faixas etárias distintas. Para calcular o custo da vacina somou-se o custo da vacinação com o custo da logística. Resultados: A vacinação é mais cara no primeiro ano, ou seja, em 2013, se for considerado mais de uma faixa etária. Porém, no ano seguinte, ocorre uma queda do impacto orçamentário e no último ano observa-se um aumento marginal do impacto. Os resultados deixam evidente que a vacinação do subgrupo que engloba todas as meninas entre 9 e 13 anos de idade se torna inviável, já que seus custos utilizariam o orçamento do Programa Nacional de Imunizações em quase 40%. Os impactos orçamentários da vacina tetravalente são equivalentes aos da vacina bivalente em termos de trajetória. Porém, em geral, o impacto orçamentário dessa vacina é um pouco maior do que a bivalente, já que a tetravalente é ligeiramente mais cara. Conclusão: Quando a vacinação abrange duas faixas etárias, a incorporação da vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde parece razoável.
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