Impacto orçamentário do tratamento biológico da psoríase moderada a grave no SUS: uma ferramenta para tomadores de decisão
Palavras-chave:
Biológicos, psoríase, impacto orçamentário, gestores de saúde, SUSResumo
Introdução: No sistema único de saúde (SUS), o tratamento da psoríase moderada a grave não contempla o uso de biológicos, muito embora estes estejam incluídos no tratamento de várias outras enfermidades, como artrite reumatóide, artrite psoriásica, e doença de Crohn. Medicamentos biológicos são fornecidos a pacientes com psoríase no SUS via ações judiciais, sem um critério estabelecido pelo gestor de saúde. Contudo, há uma ampla rede de evidências clínicas e econômicas que pode auxiliar gestores do SUS na decisão de incorporação de um medicamento biológico também para o tratamento da psoríase moderada a grave. Objetivo: O presente artigo visa disponibilizar aos gestores da saúde dados sobre o impacto orçamentário da incorporação dos biológicos no tratamento da psoríase moderada a grave no SUS. Métodos: Como metodologia, assumiu-se uma coorte hipotética de 1.000 pacientes com psoríase moderada a grave, como cenário base, por falta de uma estimativa oficial de incidência e prevalência da doença no Brasil. Os custos diretos de tratamento anual de cada biológico foram baseados no preço por ampola negociado com o SUS. Como ustequinumabe ainda não está incorporado no SUS, o preço máximo de venda ao governo (PMVG) foi considerado. Para estimar a distribuição de cada medicamento biológico no tratamento da psoríase, tomou-se como base o gasto total do SUS com biológicos no ano de 2009, ajustado para a psoríase. Resultados: O custo médio por paciente em tratamento com um medicamento biológico é de R$ 40.523,60 por ano, considerando aqueles já disponíveis no SUS. A análise conduzida demonstra que o impacto orçamentário da incorporação de ustequinumabe, o mais recente tratamento biológico disponível no Brasil, reduz o custo médio de tratamento para R$24.834,52 por paciente por ano. No total, a incorporação de ustequinumabe representa uma economia anual de R$ 15,69 milhões para cada 1.000 pacientes. Conclusão: A incorporação de ustequinumabe no SUS tem um impacto orçamentário positivo, gerando economias significativas em relação aos demais biológicos no tratamento da psoríase moderada a grave.
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