Padrões de tratamento do linfoma de Hodgkin no Brasil: a perspectiva dos especialistas
DOI:
https://doi.org/10.21115/JBES.v10.n2.p172-178Palavras-chave:
linfoma de Hodgkin, quimioterapia, investigações de saúde, opinião de especialistaResumo
Introdução: O linfoma de Hodgkin (LH) é um tipo de câncer curável, com ampla variedade de terapias, especialmente para casos refratários/recidivantes. Portanto, o estudo visa explorar os padrões de tratamento utilizados no manejo de pacientes com LH no Brasil. Métodos: Uma pesquisa foi desenvolvida para explorar os padrões de tratamento no Brasil, abordando tópicos como: características clínicas, linhas de terapia, informações sobre transplantes e taxas de cura. Em seguida, os resultados foram apresentados em um painel de discussão para validar as respostas dos participantes e coletar os insights adicionais. Principais resultados: Os oito especialistas relataram que a maioria dos pacientes é composta por mulheres com idade menor de 60 anos. Em ambos os sistemas de saúde, privado e público, ABVD foi a terapia de primeira linha mais comumente usada para pacientes de todos os estágios. As medianas das taxas de cura para pacientes nos estágios I e II foram de 80% e 87,5%, e para os estádios III e IV, de 60% e 67,5%, nos setores público e priva[1]do, respectivamente. Para as linhas subsequentes de terapia, diferentes regimes como DHAP, GVD, GEV, ICE e transplante alogênico são utilizados, entre outros. Brentuximabe vedotina estava presente principalmente no setor privado. No setor público, 70% dos pacientes são elegíveis para transplante autólogo de células-tronco; deles, 75% recebem o transplante. No setor privado, 80% dos pacientes são elegíveis e 100% recebem o transplante. Conclusão: Foram encontradas semelhanças entre o setor público e privado na terapia de primeira linha, bem como nas taxas de cura. No entanto, as barreiras para as linhas subsequentes de terapia são mais evidentes no sistema público.
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